Secretaria de Transportes reduz oferta de passe livre a universitários

A semana começou difícil para estudantes universitários. Depois de determinação da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), de novembro de 2019, o Bilhete Único Universitário passa a valer apenas para alunos do Programa Universidade para Todos (Prouni) ou que ingressaram na universidade pública pelo sistema de cotas e com renda da família de até um salário mínimo per capita.

No caso de alunos com 100% de bolsa no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), mas não beneficiados pelo Programa de Cotas, é preciso comprovar ter cursado todo o Ensino Médio em escola pública ou então particular, mas com bolsa integral.

Estudantes universitários fizeram um protesto, ontem, em frente ao prédio da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, contra a medida da SMTR. A secretaria explicou, em nota, que “o objetivo é evitar fraudes no transporte coletivo e garantir o serviço aos que realmente precisam”. Ainda ontem, o vereador Babá (PSOL-RJ) entrou com ação popular para revogar a medida. O pedido vai ser julgado, hoje, pela 9- Vara de Fazenda do Tribunal de Justiça.

‘Vou deixar de comer na universidade’

> Para os universitários, a medida preocupa. “Nós sabemos que a maior parte dos estudantes prejudicados é dos que não podem comprovar a bolsa de 100% no Fies. Mas nas universidades públicas há muitos alunos de baixa renda que não são cotistas e têm que comprovar terem estudado em escola pública’, afirma Alexya Lessa, coordenadora do Diretório Central dos Estudantes da Unirio.

Matheus Medeiros, estudante do 7° período de Filosofia na Unirio, sentiu na pele a retirada do benefício: “Eu sou morador do Méier e minha mãe é autônoma. Como não cheguei a terminar o Ensino Médio, não consegui entrar por cota nem consigo alegar hipossuficiência (renda da família de até um salário mínimo). Agora, vou ter que gastar quatro passagens por dia, deixar de comer no restaurante da universidade e até tirar xerox’.

Com as novas regras, serão asseguradas até 75 viagens por mês. Já para alunos de Ensino à Distância (EAD), são 10 viagens por mês. Nos dois casos são válidas até quatro passagens por dia.

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