Quando poderemos dispensar o carro?

Jovens tirando carta mais tarde. Menos quilômetros rodados em veículos particulares. O carro deixando de ser um ícone do desejo para o jovem. Parece ficção? Não é. Uma reportagem publicada no jornal americano The New York Times diz que isso está acontecendo, sim!
Segundo o jornal, mesmo descontadas a recente recessão americana e a perda do poder de compra, o jovem tem mostrado menos interesse pelo carro. Mais tempo na internet, contato com os amigos no ambiente digital e consciência ecológica ajudam a explicar o fenômeno. O jornal levanta a hipótese de que esse comportamento pode ser um indicador do desinteresse do carro para todas as gerações no futuro. Essa moda pega por aqui? É possível frear esse consumo num país em que, mesmo em crise, a venda de veículos não para de crescer?
Tenho dividido meu tempo entre duas cidades. Em São Paulo, o carro mal sai da garagem. Com dois anos de vida, ele tem pouco mais de 2.000 quilômetros rodados. Como muitos outros, optei por deslocamentos a pé. Minha casa fica perto do trabalho e das áreas de lazer que frequento. Uso transporte público e, eventualmente, táxi quando as saídas são à noite. Isso resolve a questão de não guiar depois de beber. O uso do meu carro se tornou eventual, quase esporádico. Mas carro parado, mesmo sem combustível, custa caro. Impostos, seguro e taxas logo me convencerão, como a muitos outros brasileiros, de que o custo não compensa um eventual conforto.
Em Florianópolis, na contramão da tendência verificada em alguns grandes centros urbanos, viver sem carro é bem mais difícil. Distâncias maiores, transporte público mais precário, ausência de metrô ou trens de superfície, custo alto do táxi em grandes deslocamentos, falta de segurança para o uso de bicicleta (como na maior parte das cidades brasileiras) fazem do veículo um objeto necessário. Não é à toa que, na última década, o trânsito se tornou caótico onde não era – em boa parte das cidades médias do país. Trajetos que há uma década eram feitos em 15 minutos viraram aventuras de mais de uma hora.
No último mês, me desloquei em horários complicados por outras cidades grandes, como Brasília, Rio, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte e Recife. Todas param no rush. Em São Paulo, não tem mais horário complicado. É sempre complicado (até aos sábados e domingos). Isso ocorre mesmo com o rodízio, que tenta tirar das ruas 20% da frota, nos picos de movimento, durante a semana.
Com muito carro, pouco espaço, escassas alternativas de transporte público e baixo investimento em ciclovias, a mobilidade se tornou uma das grandes questões urbanas desta e das próximas décadas.

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