Problemas e desafios para o transporte público brasileiro

A frota automotiva não para de crescer no Brasil. Este aumento constante faz com que nas ruas de nosso país estejam rodando atualmente mais de 45 milhões de veículos, o que representa um automóvel para cada 4,4 habitantes. Estes números praticamente dobraram no período de uma década, visto que, há dez anos, existia um veículo para cada 7,4 habitantes.

Os números mostrados acima trazem muitas inquietações e também preocupações para os estudiosos, técnicos e para as pessoas responsáveis pela mobilidade urbana das cidades brasileiras. Que vivemos em um país que cultua o carro, que até certo ponto é refém da indústria automobilística- fazendo com que o governo federal dê incentivos as grandes montadoras porque elas geram empregos- creio que ninguém diverge.

Se existem incentivos para a produção de carros e de motocicletas, tem que haver incentivos para que à população compre estes veículos. As facilidades estão aí, solidez da economia, subsídios do próprio governo e as facilidades do crédito nos levam a um crescimento gigantesco deste setor.

Agora é interessante que analisemos que a infraestrutura das cidades na parte da preparação e adequação para receber tantos veículos, não teve a mesma atenção por partes dos governantes, e o resultado de tudo isto é este que chegamos, com as ruas entupidas de carros, com congestionamentos, engarrafamentos, acidentes que mutilam e que matam cerca 60 mil brasileiros por ano.

Nós caminhamos na contramão dos países desenvolvidos, enquanto eles efetivamente incentivam o transporte público de massa, dando a ele condições de deslocamento diferenciado em corredores exclusivos, com vias e trajetos de alto padrão de trafegabilidade, ainda estamos debatendo se isto é a solução.

As pessoas destes países possuem os veículos, porém, a utilização deles é feita de forma racional, elas utilizam o transporte público sem ter vergonha de que ele foi feito para pobre, conforme ainda pensamos.

É necessário que entendamos que nossa realidade é ainda muito diferente das nações desenvolvidas. Como cobrarmos um transporte que cumpra horário se muitas das ruas dos percursos impostos ao sistema que opera este transporte não oferecem o mínimo de trafegabilidade?  Impossível. Com dificuldades, as empresas investem em ônibus novos, qualificam  pessoal para trabalhar e lidar com estas situações, mas, que tudo isto será ou terá sido em vão, se não for uma luta de todos, poder público, sociedade civil organizada e as próprias empresas concessionárias do sistema.

Por fim, entendo que só teremos um transporte público de qualidade, quando for oferecido as empresas pelo menos ruas e acessos onde os carros possam trafegar de forma satisfatória. Sendo oferecido isto que é o mínimo, poderemos ter argumentos para chamarmos à sociedade para se deslocar, aderir e fazer uso de um transporte que é eficiente e seguro. Esta simples mudança de comportamento social, implicará em menos carros nas ruas, menos engarrafamentos e menos acidentes, fatores que vão reduzir os gastos astronômicos que o Brasil vem registrando com estes problemas.

Josinaldo NevesJosinaldo Neves, Jornalista

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