Problemas e desafios para o transporte público brasileiro, parte II

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Na imensa maioria dos municípios de nosso país, observa-se o transporte público coletivo, trafegando em meio aos quase 45 milhões de veículos particulares, o que em nossa análise é um dos principais erros da engrenagem urbana, onde os congestionamentos e engarrafamentos têm se tornado elementos constantes e corriqueiros na vida do cidadão brasileiro.

Muito se fala no transporte público de qualidade, para quem não tem conhecimento da dimensão que esta afirmativa representa, pode significar um “discurso bonito” e até de denuncismo para municiar vários canais midiáticos contra o sistema concessionário do transporte de massa que opera em nosso país, no entanto, das mesmas fontes de onde partem essas críticas não surgem nenhum argumento ou sugestão para que isto venha  se tornar realidade.

Aqui podemos elencar alguns dos problemas, e olha que eles não são poucos que impedem nossas cidades de ter o tão sonhado transporte eficiente. Um dos desafios creio que o principal, passa pela engenharia de transportes, responsável pela definição de rotas, cobertura, extensão e frequência dos serviços do transporte coletivo.

Porém, pergunta-se como nossos técnicos e estudiosos da mobilidade urbana, vão fazer este planejamento, se em muitos casos nas áreas periféricas nem a pavimentação em paralelepípedos existe. Realmente não é mesmo fácil responder a questões que parecem simples, mas, que por uma série de fatores acabam se tornando complexas.

A cobrança da população é por ônibus novos e aqui se reconhece como sendo uma cobrança justa, agora é necessário que à sociedade saiba que um ônibus custa muito dinheiro, cerca de 500 mil reais, para rodar em cidades com pouca ou quase nenhuma estrutura. Nas áreas centrais o transporte não flui por falta de faixas e corredores exclusivos, nas periferias não trafega de forma efetiva porque as vias não oferecem condições, sendo danificado em alguns casos, na primeira viagem.

Vejo esta questão do transporte público e por consequência da mobilidade urbana, como sendo de todos, dos poderes públicos que tem a obrigação de forma urgente de reordenar e destravar as cidades, oferecendo corredores exclusivos e prioridade em travessias e cruzamentos de vias ao transporte de massa que leva em média 50 passageiros, enquanto o veículo particular, segundo mostram os estudos trafega em sua grande maioria com um só ocupante.

Por outro lado, as empresas precisam continuar investindo principalmente em pessoal e também continuarem modernizando suas frotas o que, diga-se de passagem, já vem acontecendo. Por último, à população também  precisa fazer a sua parte se educando no sentido de fazer a utilização do automóvel de forma racional migrando para o transporte coletivo, essa educação também passa pela forma de se comportar no carro que é usado por todos, mantendo-o conservado, limpo, intacto e como se fosse seu. Precisamos de imediato aplicar pelo menos algumas destas regras ora citadas, para o benefício do bem comum, caso contrário, iremos de forma muito rápida rumo  ao caos.

Josinaldo NevesJosinaldo Neves, Jornalista

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