Prefeitura de Salvador aumenta a multa por transporte clandestino

Mais de 400 veículos que fazem viagens clandestinas no perímetro urbano de Salvador já foram apreendidos este ano, informou à Tribuna o titular da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana Fábio Rios Mota, ontem, dia em que começou a valer nova medida com relação ao tema. Agora, conforme norma publicada ontem no Diário Oficial do Município, os proprietários de veículos que forem flagrados transportando pessoas clandestinamente serão multados em R$ 2.500 e, em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado, ou seja, de R$ 5 mil.

“Ninguém pode transportar pessoas em veículos se não for autorizado pela prefeitura. Se for confirmado, por parte dos nossos agentes, o transporte ilegal, o veículo será aprendido”, avisa Fábio Mota. O infrator, por sua vez, além de arcar com o novo valor da multa, pagará a remoção do veículo recolhido  que, dependendo do porte o, custará entre R$ 309,27 a R$ 804,9, enquanto que o dia de estacionamento  no pátio da Semob valerá entre R$ 49,48 e R$ 841,21.

Conforme o secretário, duas equipes, compostas de quatro carros, duas motos e 18 agentes de trânsito, apoiadas por homens da Guarda Civil Municipal e Polícia Militar, darão continuidade às abordagens em pontos estratégicos da cidade. “As operações estão sempre acontecendo, principalmente nos pontos de mais atuação da clandestinidade que são Iguatemi, Rodoviária, terminal de São Joaquim (ferry-boat) e aeroporto”, afirmou.

Apesar do aumento da multa, e dos custos acrescidos com remoção de veículo e estacionamento, muitas vans operavam clandestinamente na tarde chuvosa de ontem no centro da cidade. “Eu não sabia desta nova multa e agora fica difícil arriscar, mas a gente precisa trabalhar. Este valor de R$ 2.500 é um absurdo! A prefeitura deveria chamar a gente pra gente pagar uma taxa e liberar pra gente trabalhar”, sugeriu Marcio Alves, 37, há dois anos com uma van que transporta passageiros entre a Liberdade e o Engenho Velho da Federação, cobrando o mesmo valor de uma passagem de ônibus. “Se o prefeito liberasse pra gente ia ganhar votos”, acrescentou, enquanto orientava o motorista do seu carro a seguir viagem após parar no ponto de ônibus da Praça da Piedade.

“Eu só pego van quando o ônibus demora muito, como agora. Acho que se tivesse ônibus suficiente na cidade, não haveria necessidade de pegar transporte clandestino”, comentou, no ponto, a recepcionista Ana Maria dos Anjos, 26, que também lamentava a longa espera por um coletivo.

Já a estudante Laine Pacheco, 22, moradora da ilha de Vera Cruz, disse que “não confio neste tipo de transporte aqui em Salvador, apesar de na ilha eu sempre pegar. Mas lá a maior parte e regularizada, mas em Salvador tenho medo de pegar essas vans”.

Ainda conforme o secretário Fabio Mota,  o cerco da prefeitura ao transporte clandestino da capital baiana será intensificado e apenas estão autorizados para o transporte de passageiros na capital baiana os ônibus do sistema tradicional, as conduções escolares, os microônibus do Sistema de Transporte Especial Complementar (Stec) e os veículos do serviço turístico.

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