Nossas faixas de ônibus, são muitas?! Ou poucas?

Sempre que tratamos sobre este tema da faixa exclusiva de ônibus como demonstração e efetivação da priorização governamental em relação ao serviço de transporte coletivo urbano, há alguém para contrapor-se a essa idéia (alguém detentora de automóvel particular) e dizer que não nos cabe fazer comparação da cidade de João Pessoa com a de São Paulo porque a capital paulista é 15 vezes maior que a capital paraibana.  Realmente, a capital paulista tem 11,8 milhões de habitantes, praticamente 15 vezes mais que a capital paraibana com seus 721 mil. Mas, mesmo sob essa lógica habitacional, proporcionalmente João Pessoa tem bem menos faixas exclusivas de ônibus que São Paulo.

Logo, como São Paulo já tem 476 km de faixas exclusivas de ônibus, divide-se esse quantitativo por 7,2 (que corresponde a quantas vezes ela é em comparação territorial com João Pessoa) e se tem como resultado 66 km. Repita-se: 66 km que seria o quantitativo de vias que a capital pessoense poderia contar para dizer-se proporcionalmente igualada ao da capital paulista! Cabe repetir que atualmente a cidade de São Paulo tem 476 km de faixas exclusivas contra 10 km de João Pessoa. Em São Paulo, após a implantação desses 476 km de faixas para os ônibus, as viagens do transporte coletivo tornaram-se menos demoradas porque os veículos ganharam melhor velocidade. E as recentes pesquisas realizadas pela SPTrans (a SEMOB de lá) já apontam que a população paulistana está melhor satisfeita com esse serviço público do que anteriormente. Melhor seria, pois, que os próprios passageiros do transporte coletivo urbano de João Pessoa, diante das considerações aqui feitas, eles mesmos respondessem ao questionamento do título destes escritos: “Nossas faixas de ônibus, são muitas?!… Ou poucas?!…”.

 

por Mário Tourinho

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