Mototaxistas protestam e causam transtornos

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Mototaxistas clandestinos exigiram durante o protesto uma reunião com representantes da STTP para legalização dos dos serviços.

Protesto foi marcado por euforia, com gritos e ameaças de invasão da Secretaria de Finanças, da Prefeitura Municipal

Pneus queimados e dezenas de motos paradas no meio da Avenida Floriano Peixoto, em Campina Grande, interditaram o trânsito e causaram tumulto no Centro da cidade.

Cerca de 100 mototaxistas clandestinos realizaram um protesto exigindo a legalização dos seus serviços e denunciando o pagamento de multas abusivas, além da apreensão das motos e até detenção dos trabalhadores. Eles informaram que a manifestação, realizada ontem pela manhã, foi a única forma encontrada para chamar a atenção da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP).

Os manifestantes exigiam uma reunião com representantes da autarquia e, após o encontro, ficou acertado que eles serão recebidos pelo prefeito Romero Rodrigues, na próxima segunda-feira.

O protesto foi marcado por euforia, com gritos e ameaças de invasão da Secretaria de Finanças, da Prefeitura Municipal. Os mototaxistas estavam revoltados com a situação, que segundo eles, é absurda. “Nós somos pais de família e muitos tiram a renda do que ganham como mototaxista, mas a gente é ameaçado, quando não acontece pior que é a apreensão da moto, mesmo ela regularizada, pagamento de multa e até detenção. Tenho amigos que já foram algemados, por policiais da Companhia de Polícia de Trânsito (CPTran). Isso não se faz com um trabalhador”, contou o mototaxista Luciano Nascimento, de 38 anos, há nove atuando na área.

Ele e os demais manifestantes explicaram que a multa de quase R$ 800,00 é aplicada pelo descumprimento da lei que regulariza o trabalho do mototaxista. “E olha que a gente ganha em média R$ 900,00 por mês para sustentar a família”, frisou.

Para o mototaxista Jerônimo Ramos, de 41 anos, e há dois atuando nesse serviço, a situação ainda é mais difícil. “Eu tenho uma deficiência na perna e as empresas não querem me contratar. Eu não tenho outra alternativa. Para não morrer de fome, tenho que trabalhar com isso”, lamentou.

Eles contaram que já tentaram se cadastrar várias vezes na STTP, para regularizar sua situação, mas não encontram vagas.

A gente não prejudica os mototaxistas regularizados, porque somos proibidos de parar em seus pontos. Nós trabalhamos mais nos bairros e aceitamos qualquer tipo de ‘corrida’ para qualquer lugar, coisa que eles não aceitam. Além do mais, a gente sabe que têm alguns que cobram um valor superior aos R$ 5,00, o que é errado”, contou o mototaxista Luciano. Os trabalhadores informaram que não desejaram prejudicar a população, mas que o protesto foi a única forma encontrada para tentar dar um fim à atual situação.

Já o superintendente da STTP, Vicente Rocha, informou que a autarquia iniciou um estudo para avaliar a possibilidade de aumentar o número de vagas para mototaxistas. “Ouvimos a pauta deles, e vamos esperar a conclusão dos estudos para ver o que é possível fazer”, explicou. A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA tentou entrar em contato com a CPTran, mas ninguém foi localizado para falar sobre as denúncias dos manifestantes.

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