Ladrões roubam coberturas dos pontos de ônibus de Curitiba

Concessionária que administra abrigos aponta vandalismo na cidade pior que no Rio e em SP

ALEXANDRE PELEGI

Um novo tipo de crime tem rondado o transporte público de Curitiba. Após os protestos realizados por motoristas e cobradores em setembro passado, contra a violência no interior dos ônibus, a criminalidade ataca agora do lado de fora: os pontos de ônibus da capital paranaense, que têm se tornado o novo alvo dos bandidos.

Mas não se trata de assaltos a passageiros, mas ao próprio mobiliário urbano: há pelo menos seis meses, parte dos abrigos construídos com alumínio está sendo roubado graças ao valor do metal.

A empresa responsável pela manutenção dos pontos em Curitiba, a concessionária Adshel, que opera em várias capitais no país, cita a cidade como uma das piores no item vandalismo, acima de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Sem cobertura, os passageiros têm de esperar o ônibus sem proteção alguma para os dias de chuva e sol forte. Isso sem contar o prejuízo à concessionária, que administra os abrigos em troca de exploração publicitária.

O alvo dos bandidos está concentrado nos 2,5 mil abrigos mais reforçados, a maioria deles mantidos na região central de Curitiba. Reportagem dos jornais Gazeta do Povo e Tribuna do Paraná flagraram ao menos dez abrigos espalhados pelo centro com a cobertura total ou parcialmente depenada.

Em nota aos jornais curitibanos, a concessionária Adshel, que é responsável pela manutenção dos pontos desde 2003, confirma o avanço do vandalismo, e informa que faz permanentemente trabalhos de manutenção, limpeza e vistorias nos pontos. A Urbs-Curitiba, que gerencia o transporte público de Curitiba, informa que os consertos devem ser feitos em até 48 horas.

A Guarda Municipal de Curitiba diz que faz rondas com as equipes para inibir todo tipo de vandalismo e delito, isso quanto à segurança ao redor dos equipamentos do transporte público.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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