Estudo com 10 mil usuários será pontapé inicial para melhorar serviço

Objetivo é traçar diagnóstico das rotas mais utilizadas para criar ou desativar novas linhas e aprimorar mobilidade urbana.

Usuários do transporte público em terminal de Campo Grande. Pesquisa pretende melhorar o atendimento ao cidadão. (Foto: Marcos Ermínio)Usuários do transporte público em terminal de Campo Grande. Pesquisa pretende melhorar o atendimento ao cidadão. (Foto: Marcos Ermínio)

Identificar as dificuldades e aprimorar o transporte coletivo urbano de Campo Grande. Esse é o objetivo de uma pesquisa que o Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço na Capital, irá realizar junto à população entre os dias 12 e 30 de junho.

A Pesquisa Matriz OD (Origem Destino) tem como principal meta subsidiar a revisão do Plano Diretor de Mobilidade Urbana e contribuir para o processo de planejamento do transporte coletivo da cidade.

A pesquisa será desenvolvida por uma empresa de São Paulo, e terá todas as características desse tipo de trabalho, revestida de caráter científico. Serão ouvidos cerca de 10 mil moradores de 74 bairros das 7 regiões da cidade, que foi subdividida em macrozonas.

“O que se pretende é ter um diagnóstico sobre o que está sendo oferecido e o que os usuários realmente precisam”, salientou João Rezende, presidente do Consórcio Guaicurus.

“Queremos saber, por exemplo, se é necessário implantar novas linhas na cidade e desativar outras. Nosso trânsito está muito mudado. Em poucos anos, foram criadas novas ruas e avenidas, novos espaços, mais 2 shoppings. Tudo isso será levado em consideração”, detalha.

O estudo inédito deve ser concluído em 90 após o término da abordagem dos cidadãos e processamento dos dados. O contrato com a empresa especializada gira em torno de R$ 1,5 milhão, custeado pelo consórcio.

Tanto a prefeitura quanto o Consórcio Guaicurus, formado pelas empresas Viação Cidade Morena, Viação São Francisco, Jaguar Transporte Urbano e Viação Campo Grande, ressaltam a importância da participação da população na pesquisa.

O questionário será aplicado pelos técnicos na casa das pessoas e terá perguntas como as rotas mais utilizadas, o por quê do deslocamento e a frequência com que utilizam o transporte público.

“Os investigadores estarão devidamente identificados com crachás e a polícia militar dará suporte. Pedimos a colaboração de todos, já que é para oferecer cada vez mais um serviço de qualidade”, diz.

Moradores passam por catraca em terminal de Campo Grande. Cerca de 10 mil pessoas serão ouvidas pelos pesqusadores.Moradores passam por catraca em terminal de Campo Grande. Cerca de 10 mil pessoas serão ouvidas pelos pesqusadores.

Cruzamento de dados – A tabulação da pesquisa sera feita com as respostas do questionário e informações do sistema de cartão eletrônico, que armazena todos os dados do itinerário e quantidade de viagens do usuário.

“A bilhetagem eletrônica é uma ferramenta das mais modernas, porque todos os pontos de ônibus da cidade são georreferenciados pela Planurb, o que vai tornar a pesquisa ainda mais eficaz”, explica João Rezende.

A realização do estudo está prevista em contrato com a prefeitura e foi motivada, neste momento, pela significativa queda do número de usuários do transporte público no país.

“Foi drástica a redução, de pagantes e não pagantes. Em todo o Brasil, chegou a 18% nos últimos dez anos. Em Campo Grande foi um pouco menos, mas ainda assim é preocupante. Queremos resgatar esses usuários oferecendo um serviço de qualidade, que atenda as suas necessidades”, ressalta.

Com os resultados, a pesquisa poderá contribuir para a melhoria de toda a estrutura viária da cidade, não somente usuários do transporte público, mas motoristas, motociclistas e até quem utiliza bicileta para se deslocar.

“Será possível planejar ações de sinalização vertical e horizontal nos corredores de ônibus e fazer as melhorias do serviço em toda a cidade”, explica a diretora-presidente da Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), Berenice Jabob.

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