A saída é o coletivo

O quarto pior trânsito do mundo. Esta é a colocação obtida pelos engarrafamentos no Rio de Janeiro, em avaliação feita por empresa holandesa de tecnologia de transporte, a TomtTom, um resultado nada favorável, que representa nada menos do que 165 horas anuais passadas no trânsito, privilégio às avessas de cariocas e demais de moradores da Região Metropolitana, que sofrem as consequências.

É o caso de niteroienses e outros usuários da Ponte Rio-Niterói. As obras no centro do Rio complicaram muito o sempre volumoso tráfego no elevado que liga as duas cidades. Somado a isso há os imprevisíveis acidentes, responsáveis muitas vezes por retenções de horas no trânsito. No ano passado, um acidente na Avenida Brasil, altura de Benfica, envolvendo uma motocicleta e um ônibus, deixou motoristas num “para e anda” insuportável. Na Ponte, foram necessários 72 minutos para a travessia, e os transtornos no entorno só foram normalizados depois de seis horas.

É chamado efeito “dominó”, no qual a queda de uma peça enfileirada ocasiona a derrubada de todas as outras subsequentes. Hoje, um acidente no trânsito do Rio pode afetar não só a capital, mas também causar reflexos em Niterói, São Gonçalo e outros municípios próximos, a partir da ponte. O fato é que as pessoas estão cada vez mais dependentes e reféns do transporte individual.

Nas grandes cidades, a aposta mais certa deve ser o transporte de massa, o coletivo, com menos carros nas ruas.

Fonte: ANTP

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